terça-feira, 5 de abril de 2011
De Joelhos
Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará (Is 45.23).
A lição do pássaro é o título de um texto que diz o seguinte: “Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair? Como é que ele consegue isso?Se nós tentássemos dormir assim, iríamos cair e quebrar o pescoço. O segredo está nos tendões das pernas do passarinho. Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa. Os pés não irão soltar o galho até que ele desdobre o joelho para voar”.
É uma maravilha, não é?
Que desenho incrível que o Criador fez para segurar o passarinho! Mas, não é tão diferente em nós.
Quando nosso “galho” na vida fica precário, quando tudo está ameaçado de cair, a maior segurança, a maior estabilidade nos vem de um joelho dobrado, dobrado em oração.
Interessante que, quando alguém se coloca de joelhos para oração, está se prostrando perante o Senhor. Ajoelhar é sinônimo de oração. Dobrar os joelhos é uma demonstração externa daquilo que deve acontecer em nosso coração.
Quando nos curvamos diante de Deus e buscamos a sua vontade, ele ouve e atende à nossa oração. Nossa confiança é fortalecida em meio às dificuldades. Quando os ventos contrários começam a soprar e as angústias e dúvidas sacodem nossa vida, é preciso orar. Rebeca não podia ter filhos, seu esposo Isaque orou a Deus e o Senhor respondeu a sua oração. Ela engravidou de gêmeos.
Dobrar os joelhos não é muito fácil. O homem quer ser autossuficiente. Por isso se esquece da oração. Mas, na verdade, todos nós somos dependentes de Deus e precisamos orar sempre. Como o pássaro encontra firmeza dobrando os joelhos para descansar, mesmo pendurado em um pequeno fio, nós também podemos alcançar a paz quando nos dobramos em oração, pedindo a Deus pela nossa vida.
É Ele quem renova nossas forças e nossa fé, e se cuida de um passarinho, imagina o que não fará por nós.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Alívio
Por que temos tanta dificuldade em entregar a Deus nossas preocupações? Sabemos que ele pode aliviar-nos do peso que elas provocam, conforme lemos no versículo de hoje, mas insistimos em mantê-las conosco. Talvez pela crença de que “tudo que seguramos, dominamos”. A literatura de auto-ajuda trabalha muito com o conceito “eu posso, você pode”. Então, a idéia de “entrega” pode significar fragilidade para alguns, feridos em seu “amor próprio”. Certamente há outras explicações, mas o fato é que insistimos em absorver as preocupações, mesmo sabendo que há casos em que nada podemos fazer.
A oração de Davi no Salmo 17 tem seu contexto nos dias em que fugia do rei Saul. Este desejava matá-lo por acreditar que Davi havia praticado o mal contra ele. Dentro de uma caverna, Davi teve a oportunidade de matar Saul, mas não o fez por saber que era o escolhido do Senhor para ser rei; não se atreveria a levantar sua mão contra o rei, mesmo sabendo que Saul estava enganado a seu respeito e queria sua morte. Antes de tal desfecho, Davi clama por socorro e coloca sua integridade diante de Deus, certo de que jamais desejou o mal para Saul. A questão termina em reconciliação, com Saul pedindo a Davi que, quando este fosse rei de Israel, não eliminasse seus descendentes da História (1Sm 23).
Dois fatores ajudaram Davi a entregar a Deus suas preocupações: a confiança na justiça de Deus e o reconhecimento de suas limitações como ser humano. Além disso, Davi tomou decisões corretas: escondeu-se em cavernas para evitar o pior e não matou Saul quando teve a oportunidade fazê-lo. Se o fizesse, o ato seria “legal” diante dos homens, mas não diante de Deus. Davi cultivou uma consciência limpa. Os méritos não são de Davi, mas, no que dependeu dele, acertou. Será que podemos aprender alguma coisa com seu exemplo? A fé em Cristo nos livra das preocupações, mas não das responsabilidades.
Fonte: O Pão Diário
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Sábado - Dia de Esperança
Sábado, grego sabbaton, hebraico shãbath, tem em sua raiz o significado de cessação de atividade. Segundo o Dicionário VINE, “a idéia não é de relaxamento ou repouso, mas cessação de atividade”. A conotação com o descanso físico vem pelo fato de que a suspensão dos trabalhos proporciona descanso, e porque Deus destinou o sétimo dia não só para repouso e memorial do término de sua criação, mas como dia de culto, adoração e comunhão com Ele (Ex 16.27; 31.12-17).
A primeira referência bíblica sobre o sétimo dia está em Gênesis 2.2-3 que fala do descanso de Deus no shãbath. O “descanso” de Deus não quer dizer que Ele ficou cansado, mas que suspendeu sua atividade criadora. O princípio da criação do shãbath é destinar um dia ao repouso e ao exclusivo culto ao Senhor: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia será o sábado do descanso solene, santo ao Senhor” (Êx 31.15).
Deus estabeleceu o sábado como um dia para nos recordarmos de que o Senhor "fez os céus e a terra". O descanso sabático semanal nos une ao Criador que abençoou esse dia e o separou.
Quando Jesus viveu na terra, Ele aproveitava cada oportunidade para manter Sua comunhão com o Pai. Ele se beneficiava do descanso sabático para adorar a Deus, como Lucas nos diz:
"Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e NO DIA DE SÁBADO entrou na sinagoga, COMO ERA SEU COSTUME". Lucas 1:16
O sábado é um memorial da criação, e ao santificá-lo, erigimos um memorial ao nosso Criador. Suas horas sagradas oferecem uma maravilhosa oportunidade de entrarmos em contato com nossas origens ao observarmos o mundo criado por Deus. Quando foi a última vez que você ou sua família separaram tempo para realmente apreciar a silenciosa beleza de um jardim ou de uma fonte de águas? O sábado nos dá tempo para desfrutarmos do contato com Jesus e obtermos relances das maravilhas que Ele fez para nós.
Feliz Sábado!
Achados e Perdidos
Leia em sua Bíblia: Lucas 15: 4 - 10
"Por que no mundo existem tantas filosofias e maneiras de pensar? Por que tantas tentativas de encontrar solução para os problemas do homem? O que fazer quando o esforço humano falha e nada do que se faz dá certo? Aonde se deve ir? A quem se deve buscar?
O texto para a mensagem está no evangelho segundo São Lucas. Vejamos o que está escrito: "Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reune os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos, que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reune as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (S. Lucas 15:4 a 10)
No capítulo 15 do evangelho de São Lucas estão registradas 3 parábolas. As duas primeiras são: a da moeda e a da ovelha. Essas duas mostram aspectos diferentes de um mesmo tema: a busca amorosa de Deus ao homem extraviado.
Vamos analisar somente estas duas parábolas.
Primeiro: A Parábola da moeda perdida. A moeda é um objeto de metal, sem sentimento, sem razão, sem noção das coisas. Uma moeda perdida não sabe e nem sente que está perdida e por isso não acha que precisa de salvação. Ela não tem consciência da sua triste situação.
A moeda tem valor extrínseco, ou seja, o valor não está nela, e sim no seu dono. Quando a moeda se perde, ela também perde seu valor. Ela só brilha quando está nas mãos de seu dono. Jogada no chão, a moeda não tem muito valor. Perde o sentido do existir. Ela pode até brilhar por um tempo, mas logo o brilho se deteriora. A ferrugem começa a tomar conta dela e finalmente acaba enterrada e esquecida.
A moeda perdida é o símbolo das pessoas que hoje estão perdidas, mas não têm consciência da sua situação. Para elas, aparentemente tudo está bem, mas na verdade está tudo errado. Elas se recusam a aceitar que estão perdidas e insistem em dizer que está tudo bem. Carregam um vazio que dói, que perturba, que incomoda e que não as deixam ser felizes.
Essas pessoas pensam que o que dá significado à vida é o brilho que elas têm. Concentram sua atenção nos seus talentos, na sua capacidade. Podem ser grandes artistas, grandes profissionais, homens que brilham, mas não têm paz.
Quando chega à noite e se deitam, sentem que falta alguma coisa. Sentem como se estivessem devendo algo, mas não querem reconhecer que precisam de Deus. Pensam que Deus, como me disse um ateu, é uma idéia inventada por pessoas fracas, que não existe. E então tentam sorrir e mostrar ao mundo que não precisam dEle. Não reconhecem que são incapazes de vencer pelas próprias forças. Não aceitam derramar uma lágrima em público porque para elas, lágrima é sinônimo de fraqueza, de covardia. Só que sofrem, se angustiam e são infelizes.
A parábola da ovelha perdida simboliza outro tipo de pessoa. A ovelha sabe que está perdida, sente que está perdida e se angustia. É interessante essa experiência. Enquanto o sol brilha, ela não se sente perdida. Pelo contrário, ela até desfruta da sua liberdade, correndo de um lado para o outro. Mas quando o sol começa a se esconder, as nuvens negras a chegar e as trevas começam a envolver a Terra, então, a ovelhinha, começa a sentir medo e percebe que está perdida. A louca corrida pelos campos verdejantes agora não a satisfaz mais. Ela precisa do calor do seu pastor. Sente que está perdida e tenta encontrar o caminho de volta.
O Senhor quer encontrá-lo, mas você tem que se deixar encontrar, tem que parar de correr de um lado para outro e dizer:
- Senhor, estou aqui. Estou cansado, não tenho mais forças. Nada deu certo. Tudo falhou, Senhor. Quero ser encontrado por Ti. Aqui estou.
ORAÇÃO
Pai querido, tenha compaixão de todos nós. Muitos são os que estão perdidos sem saber para aonde ir. Neste momento, há muita gente que não conhece o caminho de volta para casa. Outros conhecem o caminho, e no entanto, a vida os têm deixado confusos. Agora, olha para estas pessoas, estenda a Tua mão salvadora, segura esses braços e leva-nos a todos pelos caminhos da vida de vitória em vitória ao Teu lado. Em nome de Jesus.
Amém.
Fonte: Pr Alejandro Bullón
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